Por que as entradas em fundos dos EUA quase caíram pela metade?

  • De 19 de outubro até o dia 23, ETFs e fundos de investimento focados nos EUA atraíram, em conjunto, entradas líquidas estrangeiras de 650 milhões de dólares, abaixo dos cerca de 1,3 bilhões de dólares da semana anterior. A principal mudança veio dos fundos de obrigações, que passaram de entradas líquidas de 196 milhões de dólares na semana anterior para saídas líquidas de 405 milhões de dólares, reduzindo diretamente as entradas combinadas em ações e obrigações.
  • Os fundos de ações ainda registraram entradas líquidas de cerca de 1,1 bilhões de dólares na semana, praticamente iguais às da semana anterior. No entanto, a força dos novos recursos enfraqueceu em comparação com a média semanal de 1,8 bilhões de dólares nas 12 semanas precedentes. A queda do total semanal e as compras de ações abaixo do padrão recente são, portanto, duas comparações distintas.
  • O Nomura usa fundos focados nos EUA listados em bolsas fora do país como indicador indireto dos fluxos estrangeiros, presumindo que seus investidores sejam principalmente pessoas físicas de fora dos EUA. Os dados refletem subscrições e resgates em canais específicos de fundos e têm escopo diferente do conjunto das transações transfronteiriças de valores mobiliários.

Uma semana de arrefecimento já mudou o panorama dos fluxos de outubro?

  • Até 23 de outubro, os fundos focados nos EUA acumularam entradas líquidas de cerca de 6,7 bilhões de dólares em outubro, incluindo cerca de 6,2 bilhões de dólares em fundos de ações, valor que já superava os 3,5 bilhões de dólares de todo o mês de setembro. Embora a última semana tenha desacelerado, as compras acumuladas no mês continuaram sustentadas principalmente por ações.
  • O desempenho mensal dos fundos de obrigações foi mais fraco: as entradas líquidas até agora em outubro foram de cerca de 500 milhões de dólares, abaixo dos aproximadamente 1 bilhão de dólares de todo o mês de setembro. Os períodos acumulado no mês e de mês completo são diferentes, mas a divergência entre ações e obrigações é clara: as entradas acumuladas em ações já superaram as do mês anterior, enquanto as de obrigações seguem abaixo.

O que mudou nas compras de ativos dos EUA por investidores asiáticos?

  • Investidores individuais sul-coreanos fizeram compras líquidas combinadas de ações e obrigações dos EUA de cerca de 1,2 bilhões de dólares na semana, abaixo dos 3 bilhões de dólares da semana anterior. As compras líquidas de ações foram de cerca de 1 bilhão de dólares e continuaram sendo o principal destino. Contudo, as compras líquidas combinadas de 6,3 bilhões de dólares até agora em outubro já superaram os 2,4 bilhões de dólares de todo o mês de setembro; a desaceleração de curto prazo ocorreu após compras fortes ao longo do mês.
  • ETFs de obrigações em dólares americanos listados em Taiwan registraram saídas líquidas de 601 milhões de dólares na semana, ante entradas líquidas de 59 milhões de dólares na semana anterior, indicando que esse canal passou de subscrições para resgates. As entradas líquidas acumuladas até agora em outubro ainda eram de 265 milhões de dólares, mas inferiores aos 624 milhões de dólares de todo o mês de setembro.

Os ETFs de mercados emergentes também arrefeceram ao mesmo tempo?

  • ETFs focados em mercados emergentes registraram entradas líquidas de cerca de 1,8 bilhões de dólares na semana, próximas dos 1,7 bilhões de dólares da semana anterior. Desse total, cerca de 1,5 bilhões de dólares foram para fundos de ações e cerca de 300 milhões de dólares para fundos de obrigações. Em comparação com a queda das entradas totais em fundos focados nos EUA, esse canal continuou recebendo fluxos relativamente estáveis.
  • Até agora em outubro, os fundos focados em mercados emergentes acumularam entradas líquidas de cerca de 3,9 bilhões de dólares, acima dos aproximadamente 1,2 bilhões de dólares de todo o mês de setembro. O Nomura usa fundos relacionados listados fora dos mercados emergentes como indicador indireto dos fluxos estrangeiros, presumindo que sejam detidos principalmente por investidores estrangeiros. Os dados mostram diferenças na intensidade dos fluxos para destinos distintos, em vez de uma tendência uniforme de retirada de capital.