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Ideia principal
O Goldman Sachs considera que o caminho da SpaceX para se tornar uma operadora móvel nacional nos EUA é limitado na Europa pelo acesso ao espectro e pelas exigências de soberania, embora notícias relacionadas ainda possam pressionar as ações europeias de telecomunicações.
Por que 80 mil locais intensificam as preocupações com a concorrência nos EUA?
Segundo a imprensa, a SpaceX negocia a obtenção de cerca de 80 mil locais para estações de comunicação celular nos EUA, após ter firmado anteriormente um acordo para adquirir espectro de 800MHz. Em comparação com a aquisição anterior de espectro, a negociação dos locais também envolve a implantação de uma rede terrestre.
O Goldman Sachs vê a iniciativa como um passo importante para que a SpaceX potencialmente se torne a quarta operadora móvel nacional dos EUA por meio de uma rede híbrida terrestre e por satélite. Os locais ainda estão em negociação, mas a direção da expansão prolonga as preocupações com a concorrência despertadas pela transação anterior de espectro.
Por que é mais difícil reproduzir na Europa o caminho dos EUA?
O Goldman Sachs avalia que a Europa está relativamente menos exposta a esse tipo de nova concorrência, sendo a principal restrição a capacidade da SpaceX de obter espectro suficiente. As preocupações com a soberania sobre o espectro e as exigências regulatórias reduzem a probabilidade de a empresa obter o espectro necessário para uma rede móvel de grande escala.
Um novo sinal de política apoia essa avaliação: a principal negociadora da Lei das Redes Digitais confirmou que seu projeto de relatório incluiu padrões rigorosos de soberania e resiliência para licenças de espectro móvel em toda a Europa. Até o momento, trata-se de uma exigência em um projeto, cujo principal efeito é elevar o limiar de acesso ao espectro.
Quais mercados europeus são mais vulneráveis ao impacto da notícia?
O Goldman Sachs ainda prevê que notícias sobre a implantação nos EUA possam pressionar as ações europeias de telecomunicações. Em pesquisa recente, identificou Suíça, Alemanha e Reino Unido como mercados mais vulneráveis a notícias sobre concorrência via satélite: Suíça e Alemanha realizarão em breve leilões de espectro, enquanto o Reino Unido recentemente estabeleceu arranjos de acesso para operadoras móveis virtuais exigidos pelo regulador.
Esses marcos regulatórios atraem mais atenção para possíveis caminhos de entrada, mas o Goldman Sachs continua avaliando como baixa a probabilidade de os riscos concorrenciais relacionados se concretizarem. Sua visão inclui tanto a pressão de curto prazo sobre as ações quanto um baixo risco de entrada em grande escala.
Quem se beneficiaria das exigências de redes soberanas?
A ênfase da Europa em redes seguras sob controle soberano também cria outra lógica de negócios. O Goldman Sachs aponta SES e Eutelsat como as principais beneficiárias e está especialmente otimista quanto às comunicações governamentais: o elo com o benefício é a demanda europeia por esse tipo de rede segura.