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Ideia principal
O Goldman Sachs acredita que aumentos moderados de juros, crescimento estável e inflação gradualmente menor sustentarão uma pequena alta das ações, mas o motivo pelo qual os aumentos param e a duração do aperto alterarão o resultado.
Como as expectativas para este ciclo de aumentos diferem da história?
O Federal Reserve iniciou um novo ciclo de aumentos de juros em setembro de 2026. Quando o relatório foi publicado, o mercado precificava cerca de mais três aumentos e um aperto acumulado de aproximadamente 100 pontos-base em todo o ciclo; os economistas do Goldman Sachs previam mais um aumento.
O Goldman Sachs estudou nove ciclos de aperto desde 1983, excluindo o atual, com aumentos médios de cerca de 260 pontos-base ao longo de aproximadamente 13 meses. Há poucos exemplos históricos próximos à expectativa de aumentos moderados neste ciclo: houve apenas um aumento em cada um dos anos de 1997 e 2015, enquanto o aumento acumulado em 1999 foi de 175 pontos-base.
Como ações, títulos e o dólar costumam se comportar após o primeiro aumento?
Tanto nos ciclos de aperto moderados quanto nos maiores, a trajetória mediana do índice S&P 500 mostra que ele atinge o fundo em até dois meses após o primeiro aumento e recupera as perdas em até quatro meses. Há diferenças acentuadas entre os ciclos: o retorno seis meses após o primeiro aumento foi negativo em 1994 e 2022, e o retorno em doze meses também foi negativo em 2022.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de curto e longo prazo normalmente sobem antes do primeiro aumento. Nos ciclos moderados, a mediana dos rendimentos tende a atingir o pico pouco depois do primeiro aumento; nos ciclos maiores, os rendimentos continuam subindo por algum tempo. A diferença entre os rendimentos de 10 e 2 anos geralmente continua diminuindo, de forma mais acentuada e prolongada nos ciclos maiores.
O dólar real ponderado pelo comércio geralmente se fortalece antes do primeiro aumento e depois apresenta desempenho diferente em cada ciclo.
Por que as ações tiveram desempenhos diferentes em dois ciclos com apenas um aumento?
Em 1997 e 2015, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano atingiram o pico por volta do primeiro e único aumento de cada ciclo e depois caíram. Mas, em 1997, as ações atingiram rapidamente o fundo e subiram com força; em 2015, embora tenham atingido o fundo em dois meses, demoraram mais a recuperar o nível anterior ao aumento e, no conjunto, oscilaram mais dentro de uma faixa.
A diferença está no motivo da interrupção do aperto: em 1997, a inflação foi mais moderada do que o esperado e o crescimento permaneceu forte, de modo que os ativos de risco se beneficiaram tanto de uma mudança para uma política mais flexível quanto do otimismo com o crescimento; em 2015, preocupações com o crescimento global e volatilidade nos mercados financeiros acompanharam a mudança de política e pressionaram as ações por mais tempo.
Com qual período histórico este ciclo mais se parece? Qual é a avaliação do Goldman Sachs?
No início dos aumentos de juros de 2026, o mercado de trabalho estava forte e a taxa básica estava muito acima de zero, mais semelhante a 1997 e 1999; o crescimento se parecia mais com o de 2015, enquanto as avaliações das ações estavam próximas das de 1999. A inflação do núcleo do PCE no ponto de partida era de 3,0% em relação ao ano anterior, acima do nível no início dos três ciclos moderados.
O cenário-base do Goldman Sachs pressupõe poucos aumentos de juros, crescimento próximo ao seu nível potencial e inflação diminuindo gradualmente; com isso, prevê uma alta moderada das ações.
Se a inflação recuar de forma mais acentuada e os aumentos de juros terminarem mais cedo, esse será o cenário mais favorável para os ativos de risco; se as tensões financeiras se ampliarem e provocarem preocupações com o crescimento, o período inicial após a interrupção do aperto será menos favorável. Outra possibilidade é que o crescimento persistentemente forte e um boom de investimentos impulsionem um ciclo de aperto mais longo: quanto mais durar, maior será o risco de revisões posteriores mais acentuadas para baixo nas expectativas de crescimento.
1999 oferece uma referência para o último cenário: durante o período de aumentos contínuos, os rendimentos continuaram subindo e o índice S&P 500 oscilou em geral dentro de uma faixa; em seguida, a bolha de tecnologia estourou e contribuiu para a recessão de 2001.